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12/08/2026No último sábado, 12 de setembro, o Piquete Chama Nativa, da ASERGHC, realizou mais uma apresentação de seu projeto cultural no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre. Neste ano, a comissão de cultura apresentou o projeto “Missões 400 anos: herança ao povo Guarani”, em uma atividade que uniu pesquisa histórica, teatro e poesia e emocionou o público presente.
O projeto, elaborado e apresentado integralmente por integrantes da patronagem do Piquete Chama Nativa, teve coordenação de Daniel Mendes e foi construído em referência aos 400 anos das Missões Jesuíticas Guarani.
Pesquisa recupera a história das Missões

A programação começou com a apresentação de uma pesquisa realizada pelo poeta Daniel Mendes. Em uma narrativa detalhada, ele recuperou aspectos históricos do período anterior, durante e posterior às Reduções Jesuíticas, reunindo informações, dados e elementos que ajudaram a contextualizar esse processo histórico em um encontro entre pesquisa e emoção.
Teatro emociona o público
Na sequência, o público acompanhou uma peça teatral, também com texto de Daniel Mendes e narração de Marcio Barros. A encenação apresentou o encontro entre o Guarani e o bandeirante, o contato com o missionário jesuíta e os legados culturais produzidos a partir dessa história.
Entre eles, ganhou destaque o chimarrão, apresentado como uma herança Guarani deixada ao povo e que atravessou gerações, permanecendo presente na cultura gaúcha.

Participaram da encenação Pietra Mengue, Carlos Oliveira, Dinarsan Paz, Célio Pilar e Fernando Mengue, que interpretou o padre jesuíta. O elenco utilizou figurinos de época especialmente preparados para a apresentação. A atuação emocionou o público e levou algumas pessoas às lágrimas.
Poesia e memória dos povos originários
A poesia também esteve presente no projeto cultural. No ano do centenário de Dimas Costa, Daniel Mendes apresentou a declamação do poema “Sem esquecer essas coisas”, abordando a história dos povos originários e, em especial, dos povos originários do Pampa. A apresentação conduziu o público por uma viagem poética marcada por memória, espiritualidade e reflexão.
Café campeiro e cultura Guarani

A comissão avaliadora e o público presente foram recebidos pelo patrão Vitor Recova e pela patronagem do Piquete Chama Nativa com um café campeiro que contou também com alimentos da cultura Guarani.
Um projeto construído pela patronagem
Mais uma vez, o Piquete Chama Nativa deixou sua marca no Acampamento Farroupilha ao mesclar pesquisa, arte, tradição e memória. Construído pelos próprios integrantes da patronagem, o projeto cultural reafirmou a importância de conhecer e valorizar a história e a herança dos povos Guarani, ao mesmo tempo em que mostrou como a cultura pode sensibilizar, emocionar e promover reflexão.
O Piquete Chama Nativa é o piquete da ASERGHC no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre e, além de preservar as tradições gaúchas, desenvolve atividades culturais voltadas à história, à memória e à valorização da cultura popular.






