A ASERGHC cobrou a retomada do atendimento médico aos trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) durante a reunião extraordinária dos Conselhos Gestores, realizada na quarta-feira, 7 de outubro, no Hospital Cristo Redentor. Dirigentes da Associação denunciaram as dificuldades enfrentadas por quem adoece durante o expediente e precisa buscar atendimento fora das unidades hospitalares.
Uma das situações destacadas é a de trabalhadores que passam mal dentro do próprio hospital onde trabalham, mas precisam sair por conta própria, muitas vezes de táxi ou Uber, para procurar assistência médica. Para a ASERGHC, é inadmissível que profissionais responsáveis diariamente pela saúde da população não tenham garantido o atendimento quando eles próprios precisam de cuidados.
No vídeo, confira trechos das manifestações dos dirigentes da ASERGHC durante a reunião, denunciando a situação enfrentada pelos trabalhadores e cobrando a retomada da assistência médica.
A cobrança ocorre em um contexto de adoecimento crescente no GHC. Nos últimos meses, a média de atestados médicos chegou a 5,5 mil por mês. A falta de pessoal, a sobrecarga e as condições de trabalho agravam esse cenário, enquanto a ausência de atendimento adequado dificulta ainda mais o acompanhamento da saúde dos trabalhadores.
Durante a reunião, os dirigentes da ASERGHC defenderam o retorno dos atendimentos médicos na Saúde do Trabalhador, incluindo especialidades como Clínica Geral, Traumatologia, Psiquiatria e Ginecologia. A Associação reivindica que o GHC assuma sua responsabilidade de garantir assistência aos profissionais que mantêm os hospitais em funcionamento.
Conselhos Gestores vão discutir políticas de assistência à saúde dos trabalhadores
Como encaminhamento da reunião, ficou definido que os Conselhos Gestores das unidades do GHC se reunirão nos próximos dias para discutir e propor políticas de assistência à saúde dos trabalhadores do complexo hospitalar.
A ASERGHC seguirá acompanhando essas discussões e cobrando medidas concretas que garantam o acesso dos trabalhadores ao atendimento médico. Para a Associação, é fundamental que o debate resulte em soluções efetivas para as necessidades de saúde da categoria.

