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ASERGHC leva à gestão reivindicações das trabalhadoras da Nutrição do Conceição

Trabalhadoras da Nutrição do Conceição relatam sobrecarga, falta de pessoal, equipamentos precários e adoecimento.

Na última sexta-feira, 25, uma comissão de trabalhadoras do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Nossa Senhora da Conceição, atendentes de nutrição e cozinheiras, esteve reunida com a Gerência de Administração.

Participaram do encontro, além das profissionais, o gerente de Administração, Alvarim de Souza Severo; a coordenadora do Serviço de Nutrição, nutricionista Marilia Lia Garcez; e a responsável técnica, nutricionista Daniela Lima Dutra. A agenda foi solicitada pela Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC), representada pelos seus diretores Arlindo Nelson Ritter, Anália Silva e Márcia Leal.

No encontro, que se estendeu por quase duas horas, as representantes das trabalhadoras do Serviço de Nutrição e Dietética explanaram situações que envolvem questões de gestão e processos de trabalho:

  1. Quadro reduzido de funcionários, abaixo do mínimo necessário para o funcionamento seguro dos setores, causando sobrecarga excessiva.
  2. Falta de material básico, em quantidade e qualidade insuficientes para a execução das atividades.
  3. Equipamentos danificados ou em mau funcionamento, dificultando e comprometendo a rotina e a segurança do trabalho.
  4. Sobrecarga e jornada inadequada: 6 horas de trabalho sem garantia do intervalo intrajornada de 15 minutos; redução de pessoal nos postos de atendimento.
  5. Descumprimento da escala de folgas: não garantia de 1 domingo de folga a cada 15 dias; pagamento insuficiente dos domingos e feriados trabalhados.
  6. Ambiente de trabalho com situações de assédio, sem canais efetivos de denúncia e acompanhamento.
  7. Disponibilização inadequada de EPIs, especialmente máscaras N95.
  8. Uniformes: sem fornecimento e higienização adequados pela instituição.
  9. Equipamentos de risco: térmicos danificados e pesados, jarras de água inadequadas — com risco iminente de contaminação cruzada.
  10. Carros de transporte em condições precárias de uso.
  11. Sinais de adoecimento da equipe: estafa, dores ocupacionais e desgaste físico e mental comprovado.

Restou claro, na oportunidade, que a direção do GHC não tem demonstrado interesse em investir recursos na aquisição de equipamentos essenciais para o funcionamento seguro do serviço, pois determinados itens já haviam sido requisitados para compra em 2023 e não foram autorizados pela gestão, resultando em um quadro extremamente crítico atualmente.

O resultado da falta de gestão ou da gestão precária é uma equipe adoecida física e mentalmente.

Por parte da Gerência de Administração, restou o compromisso de agendamento de reunião com o diretor Administrativo do GHC, com a participação de um grupo de trabalhadores e representantes da ASERGHC, dada a gravidade dos temas debatidos.