
Administradores do GHC entram em GREVE
14/04/2026Na manhã desta terça-feira (28), trabalhadoras e trabalhadores da saúde realizaram um importante ato em defesa de valorização e do reajuste salarial. A mobilização, convocada pelo Sindisaúde-RS após cobrança da base e da pauta levantada pela ASERGHC, começou com concentração em frente ao pátio do Hospital Nossa Senhora da Conceição e reuniu profissionais de diferentes setores do GHC e representantes dos trabalhadores do Hospital de Clínicas que foram eleitos em assembleia para compor a comissão de negociação.
A diretoria da ASERGHC esteve presente no ato e reforçou a importância da mobilização da base como instrumento fundamental para avançar nas negociações. A entidade já vinha atuando na convocação dos trabalhadores e defendendo que a luta precisa ser constante para garantir conquistas reais.
A principal reivindicação da categoria é a conquista de 20% de reajuste salarial. Esse percentual reúne os 3,77% de reposição do INPC, 12% de recuperação das perdas salariais acumuladas e 5% de aumento real.
Os trabalhadores também reforçaram a insatisfação com o longo período sem aumento real nos salários, enquanto a proposta apresentada até agora pela patronal, limitada apenas à reposição inflacionária, foi rejeitada pela comissão que representa os trabalhadores na negociação.
Negociações sobre o Vale- Alimentação
O ato também cobrou avanços na negociação do vale-alimentação. Em assembleia realizada no dia 19 de março, foi aprovada a reivindicação de R$ 1.500,00 de vale, manutenção do benefício durante todo o afastamento pelo INSS, 13º vale-alimentação e a criação de uma comissão de trabalhadores para negociação. Até o momento, nenhuma reunião com a gestão do GHC foi realizada sobre o tema, o que reforça a cobrança para que a campanha do vale-alimentação tenha início imediato.
Pressão na direção do GHC e Sindihospa
Após a concentração, os manifestantes seguiram em caminhada até a Diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), onde pressionaram até serem recebidos pelo diretor-presidente, Gilberto Barichello. Apesar da reunião, não houve qualquer compromisso concreto assumido pela direção. O encontro foi marcado por respostas vagas, promessas genéricas e muita enrolação, sem apresentar avanços reais para a negociação.
Também foi cobrada uma posição clara sobre o plano de cargos e salários, que não foi aprovado pelas entidades sindicais e segue sendo motivo de preocupação entre os trabalhadores.
Para a ASERGHC, a direção do GHC tem influência direta na mesa de negociação conduzida pelo Sindihospa, entidade patronal que representa o GHC, o HCPA e hospitais e clínicas privadas de Porto Alegre, e deve assumir sua responsabilidade na defesa de propostas que realmente valorizem os trabalhadores da saúde.
A luta continua. A comissão de trabalhadores deve convocar novos atos nos próximos dias, reforçando que sem mobilização não há conquista.






