
ASERGHC participa da Marcha da Enfermagem em Brasília
17/03/2026
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19/03/2026A diretoria da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC) esteve em Brasília nesta terça-feira (17), onde participou da Marcha Nacional pela Valorização da Enfermagem e realizou uma reunião com o vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Daniel Menezes de Souza. O encontro teve como objetivo buscar apoio institucional para enfrentar os graves problemas vividos pelas trabalhadoras e trabalhadores da enfermagem no GHC.
Falta de respostas do COREN-RS e agravamento da situação
Durante a reunião, as dirigentes relataram que as mesmas pautas já haviam sido levadas ao Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (COREN-RS) ao menos desde 2024, sem retorno efetivo. Segundo a ASERGHC, houve omissão do órgão regional diante das denúncias apresentadas.
“Nós chegamos ao limite. Tentamos diálogo com a gestão e com o COREN-RS, mas não tivemos retorno. A realidade hoje é de sobrecarga extrema e adoecimento da categoria”, afirmou a vice-presidenta da ASERGHC, Tatiane Pereira.
“O que mais preocupa hoje é o fechamento dos espaços de diálogo. As trabalhadoras estão sendo silenciadas dentro da instituição, enquanto os problemas só se agravam”, afirmou a diretora da ASERGHC, Marcia Leal.
Além da ausência de respostas, a situação nos locais de trabalho se agravou. Entre os principais problemas apontados estão o dimensionamento inadequado das equipes, a sobrecarga de trabalho, a falta de condições adequadas de descanso e a restrição de espaços de diálogo com a gestão do GHC.
Relatos de sobrecarga e adoecimento
As diretoras também trouxeram relatos sobre a realidade enfrentada nas unidades do grupo. Foram denunciadas escalas reduzidas, deslocamentos constantes de profissionais entre setores sem capacitação adequada e situações de risco para pacientes e trabalhadores.
Também foram mencionados casos de adoecimento físico e mental, associados às condições de trabalho, além da ausência de estrutura mínima, como locais adequados de descanso para a enfermagem.
“Nunca foi tão ruim como está agora”, afirmou a diretora da ASERGHC, Alexandra Barbosa, ao relatar a situação vivida nas unidades.
Outro ponto crítico destacado foi a retirada de trabalhadores de funções de apoio, como higienização, o que tem ampliado ainda mais a sobrecarga sobre a equipe de enfermagem.
Possibilidade de judicialização
Diante da falta de diálogo tanto com a gestão quanto com o COREN-RS, a ASERGHC informou que estuda a judicialização das demandas como último recurso. A entidade ressaltou que essa não é a primeira opção, mas pode se tornar inevitável frente à ausência de soluções concretas.
Compromissos assumidos pelo COFEN
O vice-presidente do COFEN se comprometeu a:
- Dialogar com representantes do COREN-RS sobre as denúncias apresentadas;
- Verificar a situação da fiscalização nas unidades do GHC;
- Buscar formas de articulação para contribuir com encaminhamentos possíveis.
Ele também reforçou que o Conselho tem o papel de orientar e fiscalizar o exercício profissional, reconhecendo os desafios envolvidos na atuação em grandes instituições como o GHC.
Direção presente na agenda em Brasília
Participaram da agenda em Brasília a presidenta Luciana de Almeida (HNSC), a vice-presidenta Tatiane Pereira (HNSC), a diretora de Eventos Fernanda Corassini (HNSC), a diretora de Benefícios Alexandra R. Barbosa (HCR), a diretora de Raça, Gênero e Diversidade Marcia B. Leal (HNSC) e a diretora de Promoção Cultural Kalarran R. A. Saturnino (HCR).
Continuidade da luta
A ASERGHC reforça que não aceitará a precarização das condições de trabalho e seguirá denunciando, mobilizando e buscando todas as medidas necessárias para garantir segurança às trabalhadoras, trabalhadores e à população atendida.






