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Em celebração ao Mês da Consciência Negra, a pasta de Raça, Gênero e Diversidade da Aserghc promoveu o evento “Vozes Negras em Movimento”, na tarde desta quinta-feira (27). O encontro debateu direitos, ancestralidade e dores da existência em um mundo racista, que oprime e agride as pessoas pretas desde pequenas.
A socióloga Bia Soares, especialista em Informação em Saúde, falou sobre letramento racial, racismo estrutural, sistêmico, institucional e científico. Ela realizou uma dinâmica de grupo que funcionou como um espaço de acolhimento enquanto as participantes dividiam suas experiências com o preconceito. “O racismo é um tema que machuca muito. Ele nos adoece, adoece nossa criança interior. As dores acionam gatilhos da nossa infância. Precisamos permitir que nossas crianças interiores falem para nos curarmos. Temos de nos fortalecer e lembrar de onde viemos”, disse.
A advogada trabalhista Livia Prestes, do escritório Paese, Ferreira & Advogados Associados, abordou as formas legais como as pessoas negras podem se posicionar em relação ao racismo, como proceder em casos de assédio e injúria, especialmente nos ambientes de trabalho. Ela falou sobre as estruturas de poder que têm parâmetros de raça. “As instituições são compostas por grupos hegemônicos que detêm os mecanismos de poder e, para permanecer como estão, reproduzem os atos do racismo”, explicou.
Na abertura houve apresentação do Coral Aserghc e o encerramento ficou por conta do grupo de dança Balanço da Ginga, coreografado por Tânia Amaral.



As palestrantes convidadas, Bia Soares e Lívia Prestes (ao centro).









