
Coral ASERGHC participa de comemoração do aniversário da Redenção
29/12/2025
11 anos de uma das maiores conquistas dos trabalhadores do GHC: a desterceirização da Higienização
23/01/2026Cuidar de quem cuida não é um favor, é um dever de toda instituição à qual os profissionais pertencem. Quem lida diariamente com o sofrimento humano necessita de suporte para que possa preservar seu bem-estar emocional. Mas, o que vemos atualmente são casos cada vez mais recorrentes de trabalhadoras e trabalhadores da saúde com crises de ansiedade, depressão ou esgotamento físico-emocional.
Além das longas jornadas de trabalho, desvalorização, agressões, sobrecarga, ambientes insalubres, acúmulo de funções, salários incompatíveis com a responsabilidade laboral, assédio, precarização, os profissionais ainda precisam lidar com o sofrimento humano. São muitos os fatores que contribuem para o desgaste emocional e a falta de suporte dos gestores torna-se um agravante perigoso.
Os dados são alarmantes, conforme análise do Observatório da Saúde do Trabalhador e da Fiocruz, entre 30% e 40% dos profissionais de saúde no Brasil relatam sintomas de ansiedade e depressão. Em um universo que inclui enfermeiros, médicos, agentes comunitários, psicólogos, técnicos, gestores e farmacêuticos os níveis elevados de estresse ocupacional e de exaustão chegam a 70% daqueles que responderam à pesquisa.
O cuidado e a manutenção da saúde mental dos profissionais passam pela escuta atenta e validação de seus apelos, identificação de fatores de risco, e exigem políticas que promovam um ambiente de trabalho saudável, a desprecarização dos vínculos trabalhistas, a garantia de direitos, o combate a todos os tipos de assédio, o dimensionamento adequado do quadro, o respeito ao descanso digno, a redução da jornada de trabalho, o pagamento adequado e entre outras garantias.
É necessário desenvolver e ampliar as estratégias de prevenção, acolhimento e promoção da saúde mental das trabalhadoras e dos trabalhadores da saúde, garantindo valorização e dignidade a uma categoria que segue desempenhando suas funções com dedicação mesmo adoecida. Este é um investimento em produtividade, que previne também tragédias.
Para contribuir na busca de soluções e ampliar esse debate, a ASERGHC promove, no dia 29 de janeiro, das 11h às 14h, um encontro, em frente ao hospital Conceição, que discutirá os principais temas que afetam a saúde mental de quem trabalha no GHC.
Haverá espaço de fala para quem quiser fazer manifestações, e bate-papo com a advogada Marí Agazzi, do escritório Paese, Ferreira & Advogados Associados, sobre a NR-1, a normativa que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais e que exige dos empregadores que essas situações sejam identificadas e prevenidas.
Melhores condições de trabalho dos profissionais da saúde refletem diretamente na qualidade e na sustentabilidade dos serviços de saúde prestados à população!







