
Morte, exposição química e medo: trabalhadores denunciam falhas e precarização em unidade do GHC
24/03/2026Na manhã desta quarta-feira (25), um ato em frente à Unidade de Saúde Santíssima Trindade reuniu trabalhadores, ASERGHC, SIMPA, moradores da região e usuários do serviço. A mobilização começou às 7h e denunciou a falta de segurança para reabertura do posto após a exposição a produto químico que já havia provocado adoecimento em profissionais e a morte de uma trabalhadora terceirizada.
O ato contou também com a presença do vereador Roberto Robaina, que manifestou apoio à mobilização. Seu mandato encaminhou ofício à gestão do GHC solicitando providências diante da gravidade da situação.
A principal indignação dos presentes foi o descumprimento do compromisso assumido pela gerente de Atenção Primária à Saúde, Gerusa Bittencourt, que havia garantido a realização de uma limpeza geral antes da reabertura da unidade. Mesmo assim, o posto foi aberto sem que essa medida fosse realizada, gerando revolta e insegurança entre trabalhadores e comunidade.
Durante o ato, a filha de Luciana, trabalhadora terceirizada que faleceu após o ocorrido, esteve presente e afirmou que seguirá lutando por justiça.
O caso teve início após um procedimento de dedetização realizado na unidade sem comunicação adequada, sem orientação aos trabalhadores e sem acionamento de setores responsáveis pela segurança do trabalho. Diversos profissionais relataram sintomas como ardência na garganta, tosse e falta de ar após a exposição.
Para a ASERGHC, o episódio escancara problemas graves: falhas nos protocolos de segurança, precarização do trabalho, especialmente entre terceirizados, e um ambiente de medo que dificulta denúncias e afastamentos mesmo diante de riscos à saúde.
A entidade cobra a higienização imediata da unidade, investigação rigorosa do caso, acompanhamento de todos os trabalhadores expostos e responsabilização pelos fatos. Também reforça que não há, neste momento, garantias de segurança para trabalhadores e usuários.






