ASERGHC recebe enfermeira dos EUA para troca de experiências sobre a realidade da saúde - Aserghc

ASERGHC recebe enfermeira dos EUA para troca de experiências sobre a realidade da saúde

Coral da ASERGHC se apresenta em Sarau temático do mês das mulheres
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27/03/2026
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27/03/2026
ASERGHC recebe enfermeira dos EUA para troca de experiências sobre a realidade da saúde

ASERGHC recebe enfermeira dos EUA para troca de experiências sobre a realidade da saúde

A ASERGHC realizou, na última sexta-feira (27), uma atividade autogestionada dentro da programação da Conferência Internacional Antifascista, reunindo trabalhadoras e trabalhadores da saúde em um espaço de escuta, troca de experiências e reflexão sobre os desafios da categoria.

O encontro contou com a participação da enfermeira norte-americana Cerena Ermitanio, que compartilhou a realidade do trabalho na saúde nos Estados Unidos, marcada por equipes reduzidas, longas jornadas e dificuldades de acesso da população aos serviços de saúde.

A mesa da atividade contou com a participação de Marília Iglesias (SIMPA), da advogada Paula Paese e de Poliana Nascimento, codeputada estadual em São Paulo, além de Kalarran Saturnino e Tatiane Amaral, técnicas de enfermagem e integrantes da diretoria da ASERGHC, que contribuíram com o debate a partir de suas experiências no cotidiano da saúde.

Durante a atividade, as falas evidenciaram que muitos dos problemas enfrentados pelos trabalhadores da saúde se repetem em diferentes contextos: sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, adoecimento físico e mental e dificuldades estruturais nos locais de trabalho.

Relatos apresentados ao longo do encontro trouxeram à tona a realidade vivida diariamente pelos profissionais, como situações de insegurança, pressão constante e a sobrecarga enfrentada especialmente pela enfermagem, categoria majoritariamente composta por mulheres tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

A experiência internacional também contribuiu para aprofundar o debate. Foram compartilhados exemplos de mobilização de trabalhadores da saúde nos Estados Unidos, incluindo greves organizadas por enfermeiros em cidades como Nova York, que tiveram como foco melhores condições de trabalho, redução da sobrecarga e garantia de equipes adequadas para o atendimento à população.

Outro ponto abordado foi o impacto da forte presença do setor privado no sistema de saúde norte-americano, onde o acesso ao atendimento muitas vezes depende de seguros de saúde. Nesse contexto, foram discutidas as dificuldades enfrentadas por trabalhadores e pacientes, bem como as iniciativas que buscam ampliar o acesso, como propostas de expansão de cobertura pública, a exemplo do Medicare.

Também foram levantadas preocupações relacionadas à terceirização e à precarização das relações de trabalho, apontadas como fatores que contribuem para a fragmentação das equipes, insegurança no emprego e maior vulnerabilidade dos trabalhadores.

A atividade destacou ainda que, apesar das diferenças entre os países, há desafios comuns na área da saúde, como a pressão por produtividade, a redução de equipes e a necessidade de organização coletiva para garantir melhores condições de trabalho e atendimento à população.

Troca de experiências continua na ASERGHC

Na segunda-feira, a ASERGHC recebeu Cerena Ermitanio para um café da manhã com a diretoria da entidade e convidados, dando continuidade ao diálogo iniciado na atividade.

O encontro possibilitou aprofundar a troca de experiências sobre a realidade da saúde nos Estados Unidos e no Brasil. Entre os pontos abordados, destacaram-se as jornadas extensas de trabalho, as dificuldades de organização coletiva e os impactos das condições de trabalho na saúde física e mental dos profissionais.

Também foram discutidas as semelhanças entre os desafios enfrentados nos dois países, como a falta de profissionais, a intensificação do trabalho e os efeitos da terceirização e da precarização sobre o cotidiano dos trabalhadores.

A conversa reforçou que, mesmo em realidades diferentes, os trabalhadores da saúde enfrentam problemas semelhantes, o que torna a troca de experiências um instrumento importante para fortalecer a organização e a defesa de melhores condições de trabalho.

Agradecimento

A ASERGHC agradece à Vanessa Quadros e Júlia Luz, que contribuíram com a tradução durante a atividade, possibilitando o diálogo entre os participantes.

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