Nota de repúdio: GHC culpa trabalhadores por acidentes de trabalho

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Foto: Maria Ana Krack / PMPA

No dia nacional de prevenção de acidentes de trabalho, 27 de julho, o Grupo Hospitalar Conceição mais uma vez expôs sua negligência para com os trabalhadores. Em cartaz divulgado recentemente, a instituição culpabiliza os profissionais de saúde pelos acidentes e situações de risco nos locais de trabalho.

Segundo as orientações informadas pela gestão, as medidas de proteção que devem prevenir acidentes ou contaminações no ambiente hospitalar são responsabilidade dos trabalhadores. A gestão do Grupo ignora o fato de que os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais ocorrem, na grande maioria dos casos, devido às más condições de trabalho, pela sobrecarga e exaustão dos trabalhadores, por má gestão, por assédio moral e pela falta de iniciativas de prevenção. Após a ocorrência de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, o GHC também não proporciona acompanhamento médico para seus trabalhadores, afirmando que não há capacidade para o atendimento ou simplesmente fechando os olhos para o crescimento do adoecimento do quadro pessoal.

Parte fundamental da prevenção de acidentes é a assistência de saúde para os próprios trabalhadores da saúde, isto é, o aprimoramento do setor da saúde do trabalhador. O GHC tem ido na contramão do cuidado com seus profissionais ao desmontar e centralizar a saúde do trabalhador, enquanto promete oferecer novos serviços sem apresentar prazos ou sequer um plano de execução dessa suposta melhoria.

Mais de dois anos depois do início da pandemia de Covid-19, nós trabalhadores do maior complexo hospitalar 100% SUS do sul do país ainda não temos um acompanhamento de saúde sério para amenizar as sequelas do coronavírus. Milhares de trabalhadores foram contaminados quando não havia vacinas disponíveis, portanto tiveram contato com o vírus em sua forma mais complexa e desconhecida pela Ciência, e mesmo assim sequer recebem atendimento para seguir na linha de frente do SUS. O cartaz da instituição enfatiza, corretamente, o uso de EPIs no período de trabalho. Quem lembra das péssimas máscaras oferecidas pela gestão no início da pandemia? Somente após a mobilização sindical os EPIs adequados chegaram em nossos locais de trabalho.

Enquanto isso, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, outro complexo também federal, dispõe de um setor focado na assistência à população afetada pela Covid-19 e promove o acompanhamento de seus trabalhadores. O cuidado para com os trabalhadores do GHC nunca chegou e infelizmente não há perspectiva de ocorrer nesta gestão negligente, sem olhar técnico e repleta de cargos comissionados.

GHC, lembre-se: o que salva vidas é uma gestão que investe na segurança, no bem estar e na saúde de seus trabalhadores. Medidas de prevenção e valorização podem fazer uma grande diferença.

Cartaz publicado pelo GHC:

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