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Aniversário da desterceirização: nove anos da primeira turma da higienização

Hoje os(as) trabalhadores(as) do Hospital Cristo Redentor se reuniram para comemorar os nove anos da primeira turma de concursados da higienização. A ASERGHC organizou um momento especial com os(as) colegas para relembrar essa importante conquista que se deu…

Hoje os(as) trabalhadores(as) do Hospital Cristo Redentor se reuniram para comemorar os nove anos da primeira turma de concursados da higienização. A ASERGHC organizou um momento especial com os(as) colegas para relembrar essa importante conquista que se deu através da luta contra a terceirização no GHC e que teve no HCR seu passo inicial.

Jessú Silva aproveitou o momento para lembrar as dificuldades que a primeira turma enfrentou ao ingressar no Cristo: “Quando a gente chegou aqui, não tínhamos nada… Nem armário. Nosso espaço de lazer parecia galeria do presídio central, era uma coisa absurda. E nada nos foi dado, tudo foi conquistado por nós”. Jessú lembrou também do inconformismo da primeira turma da higienização que impulsionou a luta coletiva pela melhoria das condições de trabalho, dos colegas que foram perseguidos e demitidos e da importância da organização dos(as) trabalhadores(as): “A gente conquistou armários através de luta, uniformes através de luta, e uma série de direitos que todos vocês que estão chegando hoje pensam que é algo básico, mas que antes não existia. A nossa categoria foi imposta aqui dentro através de uma luta sindical, ela não foi dada por livre e espontânea vontade da gestão. Então ela foi feita de má vontade, foi feito para não dar certo e nós fizemos dar certo!”. E reforça: “Não é aniversário da higienização, a higienização sempre existiu, hoje é aniversário da desterceirização”.

O diretor da ASERGHC, Valmor Guedes, comentou que a primeira batalha depois da desterceirização foi contra a invisibilização dos(as) higienizadores(as) e o desprezo dos demais colegas. Na reunião de comemoração dos nove anos, as trabalhadoras contaram sobre a hostilização que viveram nos espaços coletivos, como refeitórios e banheiros, e sobre a necessidade de mostrar o crachá e reivindicar seus direitos: “eu passei no mesmo concurso público que tu!”.

Valmor lembrou a todos que essas lutas continuam e que hoje celebramos importantes conquistas que não podem ser esquecidas, como a histórica vitória das 180h: “Vocês são sujeitos da história, foi a luta de vocês! Eles tiveram que ceder, eles não deram nada de mão beijada”.

O presidente da associação, Arlindo Ritter, celebrou o momento com os(as) colegas e também destacou o trabalho dos(as) higienizadores(as) nesses nove anos de muitas conquistas: “A gente não faz gestão, a gente faz a luta. A direção não deu nada, a gente que conquistou. Com ajuda, com compromissos políticos. Mas não podemos esquecer que a direção quer terceirizar outros setores, a gente sabe disso, eles querem precarizar a relação de trabalho. Nada nos foi dado, foi luta e muita luta!”.