GHC mira no direito à folga dos trabalhadores

A gestão do GHC está testando a paciência dos trabalhadores em plena pandemia da Covid-19. Depois de atacar o direito ao Quinquênio na Convenção Coletiva sem qualquer legitimidade, e aplicar descontos indevidos no salário dos trabalhadores quando são apresentados atestados médicos, agora a direção está mirando no direito à folga.
A Gerência de Recursos Humanos (GRH) implementou, baseada no Regulamento de Pessoal, no final do mês de julho, uma norma alterando as folgas dos trabalhadores, colocando seu agendamento em função do tempo trabalhado, isto é, requisitando que a folga seja cedida a cada “15 dias de trabalho efetivo”.
Até então, a regra previa que a cada 5 plantões trabalhados, uma folga seria agendada. A ASERGHC apresentou ofício à diretoria contestando essa atitude em 6 de agosto, e foi recebida recentemente pela GRH, que informou a intenção de reavaliar a situação. Neste link você acessa o comunicado do GHC e o ofício da associação: https://drive.google.com/drive/folders/1PfUe2a4rBo-5ntfryOIEW2s23dno1J9Khttps://drive.google.com/drive/folders/1PfUe2a4rBo-5ntfryOIEW2s23dno1J9K
A associação entende que quaisquer normativas criadas pela gestão, que atinjam os direitos e remuneração, como a retirada de folga semanal ou quinzenal dos trabalhadores, de forma arbitrária, não tem legitimidade frente ao contrato firmado entre o Grupo e seus servidores.
Nas últimas semanas temos recebido relatos de trabalhadores que têm sofrido com folgas cortadas. Infelizmente, a intransigência da diretoria do GHC demonstra que teremos que lutar também pela via judicial, caso necessário, por mais um direito histórico conquistado. Já revertemos na Justiça o desconto indevido no salário, e estamos enfrentando a tentativa de retirar definitivamente o Quinquênio.
O Grupo segue a orientação política do governo federal, de perseguição aos servidores públicos e retirada de direitos, inclusive quando se trata de trabalhadores que garantem o acesso à saúde pública no SUS. Se aproveitam de um momento em que não podemos fazer mobilizações e esticam a corda a qualquer custo. Mas seguimos firmes e atentos na luta, porque defendemos a vida e o direito à saúde!

 

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