Aprovado Regulamento do Banco de Horas no GHC

A proposta aprovada altera quatro cláusulas do texto inicialmente apresentado pela direção do GHC que foi rejeitado em Assembleia Geral extraordinária realizada no dia 2 de outubro de 2014 por representar prejuízos aos trabalhadores. Após resistência e ampla discussão pelo conjunto dos trabalhadores, a direção do GHC fez as mudanças exigidas no regulamento

Mais de 500 servidores do GHC aprovaram por ampla maioria a proposta de regulamentação do Banco de Horas. A Assembleia Geral, convocada pelo SINDISAÚDE-RS, com apoio da ASERGHC, foi realizada na tarde deste 30 de abril, no Ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre.

As novas cláusulas aprovadas protegem os trabalhadores que manifestarem oposição ao Banco de Horas, impedindo qualquer prejuízo em sua Ficha Funcional. Prevem, ainda, que o direito ao intervalo seja usufruído em sua integralidade, sem registro de ponto. E definem que os trabalhadores poderão realizar plantões aos sábados e domingos, assim como em uma oportunidade nas demais semanas em que não sejam realizadas a dobra nos sábados e domingos. Por fim, que, nos casos em que o trabalhador não tenha disponibilidade para atender a solicitação para o Banco de Horas, este não deverá sofrer prejuízo de qualquer natureza.

A Assembleia foi aberta com uma saudação do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração do GHC e Presidente da ASERGHC, Valmor Guedes. “Quero recordar. Muitos criticaram que ‘apenas’ 100 colegas teriam rejeitado a proposta do Banco de Horas apresentado pela gestão. Pois, que seja registrado, foi graças àquela Assembleia, que rejeitou o texto original da empresa por unanimidade, que nós estamos aqui hoje discutindo uma proposta melhor. Como é importante que haja entidades que se dediquem a estudar os documentos e a proteger os trabalhadores! Que bom que nós nos mobilizamos nos diversos setores para discutir detalhadamente o texto e forçamos a alteração de seu conteúdo. Parabéns aos cem!”

Em seguida, o Presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter, fez sua saudação de abertura lembrando que o Banco de Horas é uma agenda de interesse do patrão. Nosso interesse, o que beneficia os trabalhadores, é a compensação horária. “Para nós, o Banco de Horas deveria ser banido do mundo do trabalho!”, concluiu.

O Dr. Renato Paese esclareceu que, a partir de agora, quem não deseja fazer Banco de Horas terá que dirigir-se ao seu sindicato para indicar essa negativa.  Ricardo Martins, Tesoureiro do Sindisaúde, fez uso da palavra e, dirigindo-se ao Diretor de RH, Pedro da Luz, disse: “Queria que a gestão liberasse todos os trabalhadores em todas as assembleias para vir participar. Não somente quanto a pauta interessa a vocês”.

Após aprovado o novo regulamento, o Presidente do Sindisaúde-RS fez uma fala de encerramento na qual destacou outros pontos do Acordo Interno que seguem sendo reivindicados pelos trabalhadores e que somente a luta poderá levar a mais conquistas. Ele denunciou também o adoecimento de novos trabalhadores contratados mediante regime precarizado. Ao encerrar, Ritter anunciou uma reunião com a nova diretora do GHC, Sandra Fagundes, para discutir Convenção coletiva e reposição salarial na próxima segunda-feira, 3 de maio, às 8h30min.

A Assembleia Geral dos servidores do GHC aprovou, ainda, por unanimidade, uma moção apresentada pelo diretor do Sindisaúde-RS, Ricardo Sarmanho. A moção manifesta todo o apoio dos trabalhadores do GHC à luta dos servidores públicos paranaenses em defesa da Previdência e repudiou a repressão desenfreada pela Polícia Militar do Paraná no dia 29 de abril que feriu a mais de 200 pessoas, 8 em estado grave, incluindo professores, jornalistas e um cinegrafista.

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