A gestão do GHC quer resolver problemas ou fazer de conta? Apuração justa sobre o incêndio no Hospital Fêmina já!

 

É preocupante e indignante a forma como os gestores do GHC tem conduzido a investigação das possíveis causas do incêndio do último sábado (16).

No momento do incêndio, os técnicos de enfermagem e enfermeiros conduziram a evacuação dos trabalhadores, pacientes e recém nascidos do 6° andar atingido e do restante do prédio instintivamente, pois relatam desconhecimento de rota de fuga no hospital. O descaso do planejamento da gestão se demonstrou também pela falta de hidrantes, num local que tem por premissa salvar e preservar vidas. Segundo relato de colegas brigadistas, esses não teriam dado conta da evacuação se os demais colegas do hospital não tivessem ajudado ativamente no salvamento de pessoas. Apesar da falta de condições objetivas, os trabalhadores puderam salvar à todos em tempo.

Entre reuniões e a demora de três dias para uma declaração pública sobre a demora de aplicação do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) nos hospitais do grupo hospitalar, ou mesmo sobre a causa do incêndio, a gestão do GHC decidiu culpar um trabalhador pelo ocorrido. Acusaram um técnico de enfermagem, suspeito de ter manipulado câmeras e de alguma forma ter provocado o fato. Sem investigação, sem Processo Administrativo Disciplinar, sem direito a defesa e sem provas, o trabalhador foi demitido na tarde de segunda-feira (18).

Sabemos que a própria área onde o incêndio começou não foi periciada adequadamente, e durante o final de semana já passou por reparos estruturais na fiação elétrica, antes mesmo de qualquer investigação no local.

É muito estranha a postura do GHC. Exigimos o direito de defesa do trabalhador demitido diante das acusações, e explicações rápidas por parte dos gestores, que falharam nessa ocasião e agora conduzem a situação de forma equivocada.

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